Mais que religião

O conceito de Igreja está fortemente vinculado à idéia de religião. Quando sabemos de alguém que freqüenta assiduamente aos trabalhos da Igreja, logo pensamos, eis aí uma pessoa muito religiosa. Mas a Igreja de Cristo vai além do ideal meramente religioso, não se limitando ao exercício de ritos e liturgias que determinam uma expressão de religiosidade. Algumas figuras das Escrituras esclarecem melhor a este respeito. 

Família de Deus. A Igreja local é composta de muitas famílias; se alguém se converte a Cristo e vem para a Igreja, logo deseja trazer seus familiares, também. Na verdade, a Igreja se constitui numa grande família, a família de Deus, onde não há mais estranhos, onde, para além dos vínculos sanguíneos, todos são irmãos. 

Diferenças não podem mais nos separar, temos um só Deus e Pai de todos (Efésios 4.6). Ao contrário, as características distintivas de cada um contribuem para o enriquecimento da comunidade dos fiéis. 

“Não somos mais estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e somos da família de Deus” (Efésios 2.20). Sob este conceito, encontramos guarida no seio da Igreja, que nos acolhe como parte integrante, não apenas de seus programas espirituais, mas da totalidade de sua vida em Cristo Jesus. 

Compreender a Igreja como família é de fundamental importância, tanto para revelar o ambiente fraternal e acolhedor, como para superar as dificuldades e dissabores. Num lar encontramos apoio, solidariedade e alegria; também, podemos encontrar divergências. O que distingue a família de outro tipo de sociedade é que as diferenças podem ser expostas, na busca de um ideal comum, mesmo com todas as peculiaridades individuais. O mesmo se dá com a Igreja, tendo sempre em vista a unidade do Espírito (Efésios 4.3). 

Corpo de Cristo. Mais do que professarmos uma religião, somos parte de um corpo, de um corpo vivo. A Igreja é o Corpo Vivo de Cristo. Nossa profissão de fé assevera que Cristo encarnou-se, realizou seu ministério entre os homens, morreu na cruz para nos salvar. Para muitos, infelizmente, o conhecimento teológico parece estacionar aqui. Mas Cristo venceu a morte, outorgando-nos vida eterna, e nos constituiu como membros de seu Corpo. 

Cristo, em seu ministério terreno, andou pela estradas poeirentas da Palestina. Hoje, ele anda por todo o mundo, através da sua Igreja; somos as pernas de Cristo para levar o Evangelho a todas as nações; somos, também, seus braços para acolher o pecador, suas mãos para abençoar as crianças, sua voz para proclamar a Palavra da Salvação. 

Há, por assim dizer, uma variedade de oportunidades no serviço cristão a partir da perspectiva de que somos o Corpo de Cristo, conforme o Apóstolo Paulo ensinou: “O Corpo é um e tem muitos membros … e devem cooperar com igual cuidado em favor uns dos outros” (I Coríntios 12.12, 25). 

Três conceitos se sobrepõem: unidade, diversidade e mutualidade; o Corpo é um, exclusivamente um; mas tem diversos membros, cada qual com sua habilidade particular; todos servem mutuamente, de modo cooperado, visando o bem de todos. 

Povo de Deus. Para falar deste aspecto somos remetidos a I Pedro 2.9: “vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. 

A Igreja, enquanto família de Deus e Corpo de Cristo manifesta uma realidade interna de convivência e edificação. Mas tudo isto visa a Missão de anunciar o Evangelho de Cristo a toda criatura, nos caracterizando como Povo de Deus. Neste sentido, mais que privilégios, temos enorme responsabilidade na difusão do Reino de Deus entre os homens. Deus assim nos constituiu para proclamarmos suas virtudes, suas obras, seu grande amor, sua salvação, tornando seu Nome conhecido de todos. 

Rev. Juarez Marcondes Filho 

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