À MESA, COM JESUS

Jesus escolheu a celebração pascal para confirmar a nova aliança, instituindo desta forma a Ceia do Senhor. É inegável que em seu ministério terreal o Salvador tenha escolhido refeições para fazer memoráveis declarações, tais como: a estória dos dois devedores, que ensejou uma grande reprimenda ao seu anfitrião pelo menoscabo com a mulher que ungiu os pés de Jesus (Lucas 7.36-50); as parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida, do filho pródigo, que justificam a proximidade de Jesus com os pecadores (Lucas 15.1-32); a visita inesperada a Zaqueu, que o levou à sua mais absoluta conversão (Lucas 19.1-10); e muitos outros. 

A Ceia do Senhor é o corolário destes acontecimentos ao redor da Mesa, propiciando-nos benefícios inigualáveis, dentre os quais destacamos: 

Presença Espiritual. Os Apóstolos contaram com a presença física de Jesus na inauguração deste marco da fé, nós, não. Porém, cada vez que os filhos de Deus se reúnem para celebrar a Ceia do Senhor, eis que ele está espiritualmente presente. 

As expressões "corpo" e "sangue" apontam para a realidade da presença espiritual do Senhor Jesus. Sua presença não se esconde atrás dos elementos memoriais, mas está viva no coração de todo o que nele crê. 

Fé que está posta na pessoa e obra do Filho de Deus (João 3.36), conferindo o privilégio de tê-lo no âmago do ser, afinal "quem tem o Filho tem a vida" (I João 5.12). 

A ausência física de Cristo na Ceia é sobrepujada por sua presença espiritual em nossas vidas, como entoa o hino sacro: "Disposta a mesa, ó Salvador, estás presente aqui! Ministra o vinho, parte o pão, tipos, Jesus, de ti!" (NC 340). 

Partilhamento Liberal"Tomou Jesus um pão e abençoando-o o partiu e o deu aos discípulos" (Mateus 26.26). A naturalidade com que este gesto é feito pode deixar escapar as profundas lições aqui contidas. O "partir do pão" propicia o repartir; trata-se da oportunidade de compartilhar, de exercer o partilhamento, que vai na direção oposta da retenção, da contenção. A liberalidade e a generosidade estão em pauta aqui. 

E o que Jesus generosa e liberalmente partilha? O Redentor se dá a si mesmo. Ao receber o pão, o discípulo de Cristo está recebendo o próprio Cristo. Paulo, em sua orientação aos Coríntios consoante à celebração da Ceia, afirma que Jesus declarou: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós" (I Coríntios 11.24). Jesus se deu, se entregou, por amor de nós, em cumprimento ao desígnio do Pai. 

Provisão Vital. É comum falar-se de pão para exprimir a ideia geral de mantimento; neste sentido, dizemos que é de vital importância termos o pão cotidiano, quanto mais o pão espiritual, sem o qual ficamos subnutridos e sucumbimos. 

"Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (João 6.53). Negligenciar a participação da Ceia do Senhor revela descaso para com o que é considerado de vital subsistência. O memorial da Ceia alimenta nossa fé, robustece nossa comunhão com Deus, reaviva nosso amor fraternal. A eventual ausência à Ceia gera em nós fome espiritual, que só pode ser satisfeita pelo suprimento da Mesa do Senhor. 

Participação Integral"Bebei dele todos" (Mateus 26.27). É evidente que a participação do pão também inclui a todos os discípulos. Devemos todos participar de ambos os elementos. A Ceia do Senhor, em sua plenitude, é para todos os crentes, não para uma classe especial de iniciados. É a nova aliança, feita por intermédio do sangue de Cristo, oferecida a todo o que nele crê. 

A Mesa do Senhor tem um papel de integração, rompendo toda e qualquer barreira que impeça a inclusão de quem quer que seja. Igualados pelo deplorável pecado, fomos tornados remidos pelo grande amor salvador de Cristo Jesus. 

Rev. Juarez Marcondes Filho 

Endereço

Rua Comendador Araújo, 343 . Curitiba/PR . CEP 80420-000

Entre em Contato

(41) 3224.0302

secretaria@ipctba.org.br

Política de privacidade

Formulário de Direito dos Titulares

Siga-nos

Prover ® 2021. Todos os direitos reservados.