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Cristo, o Sumo sacerdote

Os Ministros da Palavra são chamados de Pastores. Grande privilégio, imensa responsabilidade. Ter uma data especial para comemorar esta elevada honra nos confere uma oportunidade ímpar para render graças a Deus pela vocação e graça que o Senhor tem contemplado aos Ministros, ao longo de sua carreira pastoral. 

Somos remetidos à lembrança daquele que é o modelo perfeito de pastoreio, cujo rebanho se acha representado em toda a face da terra, o Pastor dos pastores, o Sumo Pastor. Pedro, em sua Primeira Epístola (5.1-5), faz recomendações bem marcantes aos líderes da Igreja, tratando-os na condição de presbíteros (v. 1), que deveriam "pastorear o rebanho de Deus" (v. 2), tendo como padrão superior o "Supremo Pastor" (v. 5), numa clara referência ao Senhor Jesus. 

O Bom Pastor. Afirmou Jesus: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas" (João 10.11). O contexto agrícola-pastoril, retratado nos Evangelhos, oferece o pano de fundo para a compreensão dos ensinamentos de ordem espiritual. O pastor cuida das ovelhas, mas pode cuidar bem ou não, pode ser zelozo ou displicente, responsável ou indiferente. Somente o "Bom Pastor" dá a vida pelas ovelhas. 

A disposição de Cristo em conduzir o rebanho, em orientar seus passos, em fortalecê-lo, tem na sua integral doação no Calvário o corolário que não pode ser superado. Há pastores muito ciosos de seus deveres, mas somente Cristo é capaz de dar-se inteiramente por sua grei. 

Ao apresentar-se como o "Bom Pastor", Cristo se contrapõe ao "ladrão, que vem somente para matar, roubar e destruir" (João 10.10); um líder espiritual, que traz em sua trajetória a destruição do rebanho, acha-se perfeitamente identificado no ladrão. Cristo pastoreia para que tenhamos vida em abundância (João 10.10). 

Também, o "Bom Pastor" denuncia os atos do "mercenário" que abandona as ovelhas justamente na hora do perigo (v. 12). O caráter pastoral se revela especialmente nos momentos de dor e aflição, nas horas decisivas e, infelizmente, muitos se apresentam como interessados em outras coisas, que não as ovelhas. O "Bom Pastor" não abandona suas ovelhas, enfrenta os lobos que estão em redor. 

O Meu Pastor"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará" (Salmo 23.1). Pode-se dizer que se trata do primeiro versículo que aprendemos em nossa vida de fé. O salmista descreve os cuidados pastorais, como o nutrimento espiritual (pastos verdejantes), o refrigério da alma (águas de descanso), o caminho retilíneo (veredas da justiça), a companhia em horas sombrias (no vale da sombra da morte o Pastor está junto), num resumo de todas as graças manifestas do Senhor para conosco. 

É notável o tom intimista que o texto revela. O Senhor é pastor, não se põe dúvida sobre o modo como ele atende a criatura humana, mas Ele é "o meu pastor". Não significa que Ele não seja de outrem, o que se quer firmar aqui é a proximidade e intimidade que o Senhor propicia ao rebalho. 

"Meu Pastor" não aponta para a exclusividade que a ovelha requer para si, como se ela afirmasse: "é meu, e só meu, e de mais ninguém"; indica, sim, o cuidado personalizado com que a ovelha é tratada. O Senhor não nos trata massivamente, como um bloco informe, onde são desconsideradas as características particulares. Ao contrário, ele nos vê em nossa individualidade e propicia o suprimento que é necessário. Daí, afirmar-se: "nada me faltará"

O Supremo Pastor. No exercício do pastorado, sempre se busca exemplos, padrões, vidas que, pela sua trajetória ministerial, se constituíram em paradigmas para gerações futuras. Cristo é o modelo de todos os pastores. 

Padrões humanos são falíveis, suceptíveis de erro, jamais devem ser guindados à posição de exemplo perfeito, sob pena de sermos frutrados. No entanto, nossos olhos devem sempre estar postos em Cristo, o "Sumo Pastor", que ministra e modela nosso pensamento e nossa conduta, que nos conduz sempre em triunfo (II Coríntios 2.14). 

Rev. Juarez Marcondes Filho


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