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Vos tornareis meus discípulos

“No Evangelho de João, Cristo é apresentado de variadas formas; Cristo é o detentor da água viva, para tirar-nos da sequidão espiritual (João 7.37-38), é a luz do mundo para extirpar as trevas que o pecado ocasionou (João 8.12), é o pastor que conduz as ovelhas, livrando-as dos abismos (João 10.14), é a ressurreição e a vida, que vence o império da morte (João 11.25). 

Em João 15.1-8, deparamo-nos com mais uma apresentação de Cristo, desta feita como a "videira verdadeira" (v. 1), a qual todos os crentes estão vinculados na condição de "ramos" (v. 5). Esta relação videira-ramos propicia algumas lições maravilhosas a respeito de nossa condição de discípulos de Cristo. 

Permanência. O primeiro aspecto a ser destacado é a insistência de Cristo de que estivessemos efetivamente ligados a ele. Ramo só sobrevive se estiver ligado à videira; é da videira que o ramo extrai vida, não tendo, por isso mesmo, vida em si mesmo, mas, sim, da vinculação ao tronco principal. 

"Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós" (v. 4). Cristo é a nossa vida (Colossenses 3.4), ou seja, só temos vida porque Cristo está em nós; a vida terreal recebemos de nossos pais, a vida espiritual recebemos de Cristo. Sua permanência em nós é a garantia de verdadeira vida, a vida abundante (João 10.10), a vida eterna (João 3.16, 36). 

Quanto ao ministério vivificador do Senhor Jesus, estamos absolutamente seguros, pois ele é fiel em todas as suas promessas. No entanto, a ênfase desta passagem se acha na primeira declaração: "permanecei em mim". Com que facilidade somos instados a não permanecer em Cristo, qualquer coisa é motivo para dirigirmos nosso foco para outras instâncias, passando a estribar nosso coração não mais em Cristo. 

Crises ou tragédias, tentações ou seduções, tudo é motivo para atrelarmos o nosso coração a outros vínculos. Se formos alvo de difamação e calúnia, ao invés de nos refugiarmos em Cristo, nos enchemos de auto-defesa, deixando de ser defendidos pelo Senhor Jesus. Se deixarmos de ser apoiados e passarmos a ser intensamente criticados, caímos em auto-comiseração, não nos lançando aos cuidados daquele que padeceu por nós. 

Por outro lado, quando tudo parece estar dando certo para nós, vamos obtendo êxito em nossas empreitadas, temos o reconhecimento dos homens, da mesma sorte, olvidamos da permanência em Cristo, deixando de dar glória a Deus, imaginando que tudo é resultado de nosso esforço pessoal. 

No êxito ou no insucesso, na dor ou no alívio, no crescimento ou no decréscimo, temos que permanecer em Cristo, do contrário, não seremos eftivos discípulos do Mestre. 

Obediência. Neste ponto, a relação videira-ramo ganha um tom muito específico: a permanência é checada pelo compromisso com a Palavra. "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós" (v. 7). 

O Evangelho é mensagem de salvação, é palavra de nova vida, é a boa-nova do amor de Deus, mas é também uma advertência para que andemos nos caminhos do Senhor. O anúncio do Evangelho como proclamação de benefícios, sem o compromisso da obediência, é anúnico de meio-Evangelho, o que equivale a Evangelho-nenhum. Daí, a ênfase de Cristo para que a sua Palavra permaneça em nós, para que o Evangelho cumpra todo o seu propósito. 

Pouco antes, no mesmo Evangelho de João, lemos esta declaração de Cristo: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (João 14.21). Este vínculo, esta relação de dependência, não se expressa como mera formalidade, mas por meio de um acolhimento decisivo da vontade de Deus em nossas vidas. 

Para refletir: 1. Em que circunstâncias temos deixado de confiar (permanecer) em Cristo? 2. Em que áreas de nossa vida não temos sido totalmente obedientes ao Senhor? 3. Como reverter tal condição a fim de sermos verdadeiramente discípulos do Senhor Jesus? 


Rev. Juarez Marcondes Filho


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