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Servindo o Cordeiro

"Digno é o Cordeiro,  que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra,  e glória, e ações de graças. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória,  e o domínio pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 5.12-13). 

Servimos ao Deus, Altíssimo e Soberano, Criador do céu e da terra, Senhor de todas as coisas, cujo poder prevalece sobre todos, cuja sabedoria é insuperável, mas servimos, da mesma sorte, ao Cordeiro. 

O Culto em Israel era marcado pelo sacrifício de animais, em especial, o cordeiro, que era oferecido em lugar do adorador, na intenção da purificação dos pecados; o animal era ferido e morto, para que o seu sangue pudesse servir de expiação dos pecados do ofertante; cordeiro sacrificado, pecado perdoado. 

O Antigo Testamento foi superado pela inauguração do Novo, trazendo consigo o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1.29). No entanto, desde o Antigo a promessa estava alicerçada; assim delcarou o Profeta: "como cordeiro foi levado ao matadouro" (Isaías 53.7), "Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades"(Isaías 53.5). 

O cântico apocalíptico inicia com este lembrete: "Digno é o Cordeiro, que foi morto". O Filho de Deus assumiu a condição do cordeiro e deixou-se esvair na cruz, pela nossa purificação, pela nossa redenção. Ele não se tornou apenas o cordeiro devidamente apascentado, figura bucólica dos campos; Ele sangrou, de maneira humilhante, foi ferido e machucado, entregou a sua alma na morte (Isaías 53.12). 

O Cordeiro de Deus foi o sacrifício perfeito, incomparável e suficiente pela purificação dos pecados; nada há que se acrescentar que complete ou aperfeiçoe o sacrifício do Cordeiro. Assim sendo, por que levamos a efeito o Culto a Deus, qual o sentido de nossa adoração? Se o sacrífico perfeito já foi oferecido, haveria algo melhor para apresentarmos a Deus? 

"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Romanos 12.1). 

Esta passagem guarda uma grande semelhança com o Culto do Antigo Testamento; aqui lemos acerca de "sacrifício", que tinha um lugar central na adoração; também, aqui, somos instados à oferta, ao oferecimento, à apresentação de alguma coisa. Para haver Culto é preciso que algo seja oferecido em sacrifício. O que haveremos de apresentar, se a oferta maior já foi feita, já foi dedicada? 

Ao mesmo tempo, esta passagem distingue-se inteiramente do Antigo Testamento. Lá o cordeiro oferecido é morto, aqui, o Cordeiro vence a morte; lá o sacrifício não tem vida, aqui, o sacrifício é vivo. Lá, o sacrifício visa uma santidade em tempo futuro, aqui, o sacrifício traz a marca da santidade. Lá, o sacrifício objetivava confortar o coração do ofertante, aqui, o sacrifício agrada a Deus, antes de tudo. 

Daí, o Culto ser chamado de "racional" (gr. 'logikós'), que traz a ideia de algo que tem significado, que faz sentido. Ora, não faz mais sentido oferecer animais para a purificação dos pecados, porque o sacrifício perfeito já foi feito; seria o mesmo que desmerecer tão grande salvação (Hebreus 2.3). Faz sentido, sim, dedicarmos nossa vida ao serviço do Cordeiro. 

Não devemos, nem podemos, dar cabo de nossa vida para granjear um mínimo de atenção divina; o Senhor já nos franqueou plenamente o seu amor, revelado na graça salvadora em Cristo Jesus. O que podemos e devemos fazer é dedicar dons e talentos ao serviço do Reino de Deus, consagrando-nos integralmente ao Cordeiro de Deus que nos concede a sua salvação. 

Para refletir: 1. Qual é o sacrifício perfeito? 2. O que ele nos propicia? 3. O que devemos oferecer a Deus? 4. De que maneira poderemos bem servir ao Cordeiro? 

Rev. Juarez Marcondes Filho

 


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