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Não abandonemos a Graça

A Epístola aos Gálatas se constitui numa solene advertência àqueles que conheceram o amor de Deus revelado no Evangelho, abraçaram-no, e depois associaram o cumprimento de preceitos legais à Graça de Cristo. Logo após a saudação, que já contém elementos doutrinários muito fortes, o Apóstolo Paulo declara a sua decepção: "Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na Graça de Cristo para outro evangelho" (Gálatas 1.6). 

Ao tratar deste pilar da Reforma - Sola Gratia - estamos convencidos de que ela é suficiente e eficiente, não necessitando de qualquer acréscimo. Arrancados das amarras do pecado, reconhecemos que não tínhamos forças por nós mesmos para alcançar esta nova condição. No entanto, estando em Cristo, somos tentados a pensar que a salvação também depende de nossos esforços pessoais, como se a Graça não fosse capaz sozinha de nos salvar. 

Ressalte-se o detalhe elaborado pelo Apóstolo quando menciona a expressão "tão depressa". É preciso redobrada atenção para não sermos ludibriados pelos enganos, imaginando que a salvação é pela Graça de Deus, sim, mas com alguma colaboração de nossa parte, sem o que ela não será capaz de cumprir cabalmente os seus objetivos; é como se a Graça carecesse de nossa cooperação. 

Devemos reconhecer alguns elementos que nos conduzem ao abandono da Graça. Primeiramente, os méritos morais. Não é incomum observarmos a boa conduta de alguém e a partir daí darmos um valor redentor ao seu comportamento. Chegamos mesmo a afirmar que determinada pessoa não professa a fé em Cristo, mas é correta, justa, honesta, de boa índole; só falta dizer que é bem intencionada, pois, pode-se completar o pensamento com o dito comum: "de boas intenções o inferno está cheio"

A vida nova em Cristo transforma nosso comportamento, altera nossos hábitos, confere um novo modo de agir, mais justo, mais sábio, em acordo com a vontade de Deus; a única coisa que não podemos considerar é que são estes novos comportamentos que nos dão a salvação; ao contrário, a salvação, outorgada por Graça, é que nos habilita a um novo viver (Efésios 2.10). 

Em segundo lugar, consideremos o perigo das obras sociais trazerem ao nosso coração uma espécie de compensação pelos nossos pecados. Por obras sociais entendemos todos os feitos que visam o bem da sociedade, o bem comum; pode-se considerar aqui todo o empenho de caráter filantrópico. 

Como uma comunidade focada em ajudar o próximo, não medimos esforços em realizar uma obra de grande alcance no atendimento aos menos favorecidos. 

O ponto central é que não fazemos isto para merecer de Cristo sua atenção, e sim porque ele nos redimiu de nossos pecados e nossa vida agora não está voltada para nós mesmos, mas para amar a Deus e amar ao próximo (Mateus 22.34-40). 

Ainda, precisamos cuidar com os empenhos espirituais. Os exercícios espirituais, a vida devocional, a contínua busca das coisas de Deus são vitais para o nosso crescimento em Cristo. Tão somente é preciso lembrar que eles não são o motor de nossa vida espiritual, são, talvez, o combustível. O motor é a dádiva da Graça; sem ela, não há combustível que faça o veículo se deslocar. 

Os Gálatas começaram bem, mas deixaram a Graça por um outro evangelho, que combinava a Graça com os elementos aqui apontados. Para evitar tamanho dano à nossa fé, faz-se necessário sempre considerar nossa suscetibilidade ao pecado; a boa índole, o cuidado com o próximo, o cultivo da vida espiritual, não são esforços compensadores de nossa pecaminosidade; somente a obra redentora de Cristo nos purifica dos nossos pecados. 

Para refletir: 1. Graça e Obras, como ordenar estas realidades? 2. Graça e elevada moral, quem produz o quê? 3. Graça e cultivo da espiritualidade, qual o motor da nossa fé em Cristo Jesus?

Rev. Juarez Marcondes Filho


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