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Mensagem da semana
Sinai - Leis para a vida
Em nossa TRAJETÓRIA DA FÉ, depois de deixar o Éden, vemos o homem se espalhar por toda a terra (Gênesis 11.8), até que o Senhor chama o patriarca Abraão para constituir o Seu povo, e o sedia em Canaã, a Terra Prometida. Ainda, não seria em definitivo que a família abraâmica se instalaria nesta terra. Houve várias peregrinações por causa da fome (Gênesis 12.10; 26.1), especialmente aquela que levou a descendência de Abraão a mudar-se para o Egito (Gênesis 41.54) e, dali sair somente 400 anos depois, no maior êxodo já registrado na história. O caminho da libertação visava a Terra da Promissão, mas tinha necessariamente que passar pelo Sinai. Não era o caminho mais curto (Êxodo 13.17), mas era o itinerário indispensável.
Sinai é, ao mesmo tempo, um
monte e uma vasta península, ao
sul do Egito, que une a Ásia e aÁfrica; é rica em petróleo, ouro e
minerais; sua flora reúne mais de
5000 classes de plantas e, também, possui uma variada fauna.
No entanto, o bem mais valioso
associado ao seu nome foi a entrega da Lei do Senhor, especialmente, os DEZ MANDAMENTOS.
Em nossa leitura bíblica, quando chegamos em Êxodo 19.1, lemos que "no terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai", e somente em Números 10.11 tomamos conhecimento de que "no ano segundo, aos vinte do mês ... os filhos de Israel puseram-se em marcha do deserto do Sinai". É um bom desafio, para a semana que se inicia, ler Êxodo 19 a 40, todo o Levítico e Números 1-10. Todo este volume das Escrituras se passa no Sinai. Durante quase um ano, Israel se achou estacionado nesta península a fim de receber as orientações advindas do Senhor Deus.
O texto consta de instruções religiosas, sociais, sanitárias, morais, econômicas e outras mais; temos aqui a oferta de um código legal preocupado com a justiça social (Êxodo 21.1-11; 22.1-15, Levítico 25), com a verdade (Êxodo 23.1-5) com a ética (Êxodo 23.6-9), com o culto a Deus (Êxodo 25-40, Levítico 1-11), com a saúde humana (Levítico 12-15) e com a vida comunitária (Levítico 23). Há aspectos na Lei estranhos à nossa realidade e, até mesmo, já superados em Cristo, o sumo-sacrifício (Hebreus 7-9). No entanto, no que respeita aos valores morais e espirituais, a Lei se acha intocada, devendo, não só ser respeitada, mas devidamente aplicada em cada contexto da vida huma na.
A introdução à Lei é justamente a outorga dos DEZ MANDAMENTOS; à luz de Êxodo 20.1, seria melhor referir-se às DEZ PALAVRAS.
Elas são a base de todas as prescri ções divinas.
No guardá-las integralmente
encontramos a perfeita obediência requerida por Deus para o Seu
povo. Incapazes de cumprí-las
como deveríamos, somos socorridos por Cristo, que cumpriu cabalmente a Lei (Mateus 5.17) e pelo
Espírito Santo que habita em nós
(Romanos 8.1-11).
Nas DEZ PALAVRAS, facilmente percebemos que as quatro primeiras se referem à nossa relação com Deus, e as seis restantes, à nossa relação com o próximo. Cristo não estava sendo reducionista quando afirmou que o primeiro mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas, se guido de amar ao próximo como a si mesmo; ele, simplesmente, estava sintetizando o pensamento de toda a lei e os profetas (Mateus 22.34-40), LEI E PROFETAS é uma forma de se referir ao conteúdo de todo o Antigo Testamento.
Uma caminhada se faz andando. Neste caso, a TRAJETÓRIA DA FÉ
requisitou uma pausa para conhecimento dos caminhos do Senhor,
nos quais depositamos o nosso
próprio caminho (Salmo 37.5).
Rev. Juarez Marcondes Filho


